A frase que marcou o auge do entusiasmo global pelo ESG talvez tenha sido a de Larry Fink, CEO da maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock. Para ele, os próximos 1.000 unicórnios do mundo seriam ESG. Essas novas startups iriam ajudar o mundo a descarbonizar-se e tornar mais acessível a transição energética.
Passados apenas quatro anos, este cenário foi substituído por um mundo polarizado e geopoliticamente mais frágil. A sustentabilidade corporativa atual enfrenta vulnerabilidades em um mercado em transformação, onde até o debate sobre o ESG pode ser acirrado ou silenciado.
Para alguns, o ESG está em conflito com a sobrevivência financeira das empresas e disperso em meio a um universo político mais radicalizado; mas ao mesmo tempo continua a ser um imperativo ético e estratégico para as empresas, do qual não é possível abrir mão. O que os dois lados anteveem, certamente, é que o ESG tem pela frente um cenário complexo e desafiador, apontando para dois caminhos: construir uma estrutura de resiliência consistente ou ser submetido a uma jornada de superficialidades.
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