Governança hídrica e ESG na era da Inteligência Artificial

Governança hídrica e ESG na era da Inteligência Artificial
Gestão estratégica da água pela indústria de tecnologia deve ser vista como um importante pilar no desenvolvimento econômico centrado no ESG

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Dados deste ano são assustadores: 75% da população mundial (cerca de 4,4, bilhões de pessoas) vivem em países com insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica. É um quadro de falência global de água, ou seja, o uso da água a longo prazo ultrapassou as entradas renováveis, segundo a United Nations University, braço de pesquisa da ONU. O cenário demonstra que as atividades humanas foram danosas aos sistemas que geram e armazém água doce.

No recorte da crise hídrica, o caso do Brasil tem um quadro diverso, porque o país detém de 12% a 16% de toda a água doce do mundo e alguns dos maiores aquíferos do planeta, somente Alter do Chão (Pará) seria capaz de abastecer a humanidade por 350 anos. Contudo, esse potencial de águas subterrâneas, que também sustentam lagoas, mangues e pântanos, é mal usado e explorado por poços tubulares (artesanais) cujo número total é desconhecido. Segundo pesquisador da USP, o problema brasileiro não é de escassez de água, mas de governança.

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