As empresas e o ESG — boas práticas ambientais, sociais e de governança — vivem uma situação semelhante à do pêndulo de Foucault. Nesse experimento, realizado há mais de 170 anos, no Panteão de Paris, o físico francês Léon Foucault fixou um pêndulo (esfera metálica) em um cabo de aço no centro da cúpula do edifício, conseguindo demonstrar que a Terra gira em torno de seu próprio eixo.
Embora os presentes tivessem a sensação de que o pêndulo oscilasse, na verdade, era o movimento da Terra que promovia esse efeito. Portanto, quem se restringe a ver apenas o movimento do pêndulo adota um ponto de vista engessado, incapaz de reconhecer que a realidade ao redor tem o condão de ser transformadora.
O ESG deveria ser tratado pelas companhias como uma inserção sistêmica dos fatores ambientais, sociais e de governança, que gira em seu próprio eixo, sem deixar de abarcar novas realidades. No entanto, muitas empresas ainda compreendem esse modelo estratégico a partir de fundamentações rígidas de formulação e controle, obtendo, assim, uma falsa impressão de estabilidade ou até estagnação.
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